
O Padre Ronald Pytel, polonês e pároco da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Baltimore, tinha desde jovem uma forte devoção à Divina Misericórdia. Em 1995, porém, enfrentou uma grave crise de saúde. Durante o inverno e a primavera daquele ano, começou a apresentar sintomas parecidos com gripe ou alergia forte, como tosse constante e falta de ar, chegando a ter dificuldade até para subir escadas.
Ao procurar o cardiologista Dr. Nicholas Fortuin, da Universidade Johns Hopkins, recebeu um diagnóstico sério: estenose aórtica grave com insuficiência da válvula, agravada por acúmulo de cálcio. Exames mostraram que sua válvula permitia apenas cerca de 20% do fluxo sanguíneo normal, levando a um quadro avançado de insuficiência cardíaca. O ventrículo esquerdo estava muito dilatado e com funcionamento bastante comprometido.
Em 14 de junho de 1995, o padre passou por uma cirurgia de emergência para substituir a válvula por uma prótese mecânica. O procedimento, realizado pelo Dr. Peter S. Greene, foi tecnicamente bem-sucedido, mas o prognóstico continuava ruim:
Os médicos afirmaram que o dano ao coração era permanente, e que ele não voltaria a ter uma vida normal, além de precisar viver com limitações físicas importantes.
Uma mudança inesperada ocorreu em 5 de outubro de 1995, data da morte de Santa Faustina. Naquele dia, a paróquia celebrava uma missa voltada à oração por cura. Mesmo muito debilitado e pesando pouco mais de 50 quilos, o padre participou.
Durante a oração, ele venerou uma relíquia de Santa Faustina e, nesse momento, teve uma experiência conhecida na espiritualidade católica como “repouso no Espírito Santo”. Ele caiu ao chão e permaneceu imóvel por cerca de 15 minutos, consciente, descrevendo depois uma sensação de paz profunda e de presença de Deus.
Após esse episódio, sua condição mudou rapidamente. Na mesma noite, sentiu uma dor diferente no peito. No dia seguinte percebeu melhora significativa. Poucos dias depois, já conseguia correr sem sentir falta de ar, algo impensável antes.
A surpresa maior veio no exame de novembro de 1995. Ao repetir os testes, o Dr. Fortuin encontrou resultados supreendentes. A função do coração, antes extremamente reduzida, havia voltado a níveis normais.
A fração de ejeção do ventrículo esquerdo passou de cerca de 15% para 65%, valor considerado saudável. Além disso, o coração, que estava dilatado, retornou ao tamanho normal. Esse tipo de recuperação rápida não é explicado pela medicina em casos semelhantes.
Diante disso, o médico suspendeu todos os medicamentos e restrições, considerando o paciente recuperado.
A cura do Padre Pytel passou por uma investigação detalhada. Em 1996, foi aberto um processo formal em Baltimore para coletar depoimentos de médicos e testemunhas. O material reunido ultrapassou mil páginas, incluindo extensa documentação médica.
O caso foi então enviado a Roma e analisado em diferentes etapas:
Esse processo rigoroso buscou garantir que não houvesse erro de diagnóstico ou interpretação. A cura atribuída ao Padre Pytel foi um dos fatores que contribuíram para a canonização de Santa Faustina.
Referências: Portal Divina Misericórdia, Congregação das Irmãs de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia, The Divine Mercy(a), The Divine Mercy(b), The Sisters of Our Lady of Mercy, Divine Mercy. Obs: imagem gerada por IA.